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| Bernardo Santareno, Sinde Filipe, Miguel Franco 1967 Castelo de Leiria |
Este blogue é documental e destina-se a arquivar e difundir a vida e obra de Miguel Franco não por ordem cronológica,como seria nossa vontade.
Tuesday, September 10, 2019
Wednesday, March 20, 2019
CENTENÁRIO DE MIGUEL FRANCO / novos eventos
Este mês, a Música dialoga com a Literatura.
A encerrar a celebração do CENTENÁRIO DE MIGUEL FRANCO,
Luís Mourão, Luís Capinha e Guilherme Valente
vão falar do homem,
do escritor,
do actor
e da sua relação com a música.
"memórias da casa do meu Pai"
pequeno texto de Maria João Franco
apresentado por Miguel Cardoso
Cecílio Flor
Quando eu era menino, havia o Cecílio Flor.
Toda a cidade, ruas e casas, gentes e coisas, e as ervas esquecidas das valetas, exalavam perfume, quando lá vinha o Cecílio Flor.
Era grande, era enorme para os meus olhos de menino, e eu ficava-me parado e pasmado quando ele atravessava a Praça dos Arcos, numa nuvem de música, e os lojistas, senhores do balcão, saíam e ficavam parados às portas, porque lá vinha o Cecílio Flor a tocar ocarina.
Tinha um som de prata, de flauta e de búzio, a ocarina do Cecílio Flor, e a Praça dos Arcos ficava cheia daquele som, agudo e redondo, quando ele lá vinha, cego e descalço, numa nuvem de música.
Ele não era realmente Cecílio Flor. Era só Cecílio, mas eu acrescento-lhe a flor, para dar nome àquele som fresco e aveludado.
O rapazio seguia-o e provocava-o, porque ele era cego, e o Cecílio Flor, tão grande e tão forte, chorava num choro rouco e muito fundo, e tão pisado como uma flor amachucada.
No outro dia, lá vinha o Cecílio Flor, e as músicas e os sons longos, finos e graves, soltavam as asas, enquanto ele, cego e descalço, atravessava a Praça dos Arcos a tocar ocarina.
Toda a cidade, ruas e casas, gentes e coisas, e as ervas esquecidas das valetas, exalavam perfume, quando lá vinha o Cecílio Flor.
Era grande, era enorme para os meus olhos de menino, e eu ficava-me parado e pasmado quando ele atravessava a Praça dos Arcos, numa nuvem de música, e os lojistas, senhores do balcão, saíam e ficavam parados às portas, porque lá vinha o Cecílio Flor a tocar ocarina.
Tinha um som de prata, de flauta e de búzio, a ocarina do Cecílio Flor, e a Praça dos Arcos ficava cheia daquele som, agudo e redondo, quando ele lá vinha, cego e descalço, numa nuvem de música.
Ele não era realmente Cecílio Flor. Era só Cecílio, mas eu acrescento-lhe a flor, para dar nome àquele som fresco e aveludado.
O rapazio seguia-o e provocava-o, porque ele era cego, e o Cecílio Flor, tão grande e tão forte, chorava num choro rouco e muito fundo, e tão pisado como uma flor amachucada.
No outro dia, lá vinha o Cecílio Flor, e as músicas e os sons longos, finos e graves, soltavam as asas, enquanto ele, cego e descalço, atravessava a Praça dos Arcos a tocar ocarina.
Diálogos com a Literatura
29 de Março, 19:00, no Moinho do Papel.
Este mês, a música dialogará com a literatura, destacando um dos maiores dramaturgos do último quartel do século XX - Miguel Franco.
29 de Março, 19:00, no Moinho do Papel.
Este mês, a música dialogará com a literatura, destacando um dos maiores dramaturgos do último quartel do século XX - Miguel Franco.
......excerto de O MOTIM
(E volta a deixar-se cair, agora no chão, enquanto à sua volta tudo se agita ao ritmo da viola e dos ferrinhos e do tambor. Embriaguez. Frenesim. Sensualidade em desordem. Entra mais gente. Saem alguns. Movimento vivo)
in O Motim, Miguel Franco
in O Motim, Miguel Franco
estreia de O MOTIM no Teatro Avenida pela Companhia do Teatro Nacional D. Maria.
foto de cena de ....
ed de autor 1963
ed. Gradiva 2018
Em data a anunciar
"filme muito breve"
de Miguel Cardoso
na Cinemateca Nacional / Lisboa
apresentação de
O MOTIM
numa edição Gradiva 2018
na Livraria Linha de Sombra
(Cinemateca Nacional / Lisboa )
Wednesday, December 12, 2018
Miguel Franco / Filmografia
O Tesouro / António Campos
O Senhor /António Campos
O senhor
| O Senhor ______________________________________________ ___________________________________________ |
O Crime de Aldeia Velha / Manuel Guimarães
foto de filmagem
Domingo á Tarde / António Macedo
O Cerco / António da Cunha Telles
foto de cena
entrevista
FESTIVAL DE SAN SEBASTIAN
página em construção
Wednesday, November 28, 2018
Lançamento de O MOTIM /reedição 2018/ Gradiva
foto de João Martins
Na Livraria Arquivo
"Sábado,
casa cheia
para receber a reedição de "O Motim", de Miguel Franco,
pela Gradiva.
Obra escrita, há mais de cinquenta anos, entre as paredes da Arquivo."
Tuesday, November 27, 2018
Lançamento da reedição de O MOTIM pela Gradiva .
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| Miguel Franco foto de João Martins |
Meus Amigos,
antes
de tudo, agradeço a vossa presença,neste
dia que há-de marcar uma nova etapa
na vida de O MOTIM ,obra
esquecida.de, há algumas décadas , até hoje,
Editado
em 63, e levado a cena em 1965 pela
companhia Amélia Rey Colaço
é
imediatamento retirado do público pelos
poderes de então ,com
apenas com 2 representações.
Reeditado em anos 80 pela Europa América , edição impulsionada por Guilherme Valente, que na altura integrava os corpos da editora, vem hoje á luz do dia pela mão amiga da Gradiva .
Reeditado em anos 80 pela Europa América , edição impulsionada por Guilherme Valente, que na altura integrava os corpos da editora, vem hoje á luz do dia pela mão amiga da Gradiva .
Meus
amigos,
Estas
paredes têm memórias contidas dos sons das palavras nas reuniões
para as quais meu Pai fazia chegar os amigos para lhes dar a
conhecer entusiasticamente , decerto, as primeiras páginas do texto
que viria a ser considerado pelos críticos e historiadores uma das
obras mais importantes da dramaturgia histórica dos anos 60 e 70.
Desses
poucos amigos temos
hoje aqui o Guilherme Valente, um
jovem amigo , meu colega das carteiras do Liceu e amigo de família ,
que demonstrava já um especial interessa pelas coisas da Cultura.
A
este outrora jovem como eu própria também era, devo,
devemos , devem o Município e o País,
esta
lufada de ar que vem não só revigorar o CENTENÁRIO DE MIGUEL
FRANCO,
mas também chamar a atenção das consciências para todas as luxúrias
e injustiças que
através dos tempos ,
hoje
e no futuro próximo , se vêm abatendo sobre os povos,dominados
por interesses que lhes são estranhos.
Daí
ser notável a intemporalidade desta obra, que tem vindo a atravessar
transversalmente vários patamares históricos.
Uma
vez mais agradeço a todos num amplo abraço a vossa presença amiga.
Muito
obrigada!
MJF
24
nov 2018
1963
Thursday, November 15, 2018
leituras encenadas de LEGENDA DO CIDADÃO MIGUEL LINO
leituras encenadas
de
LEGENDA DO CIDADÃO MIGUEL LINO
de Miguel Franco
direcção de Luís Mourão
inserida na
COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DE MIGUEL FRANCO
17 de novembro pelas 17 horas
e
1 de dezembro pelas 17 horas
CENTRO DE DIÁLOGO INTERCULTURAL DE LEIRIA
Saturday, November 3, 2018
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